O município de Brejo Grande, no baixo São Francisco, foi classificado com a pior qualidade de vida de Sergipe, de acordo com os dados recém-divulgados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025. Com uma pontuação de apenas 49,34, a cidade foi a única do estado a registrar uma nota média abaixo de 50, acendendo um alerta sobre a eficácia das políticas públicas locais.
O IPS é uma metodologia que vai além de indicadores puramente econômicos, como o PIB, para avaliar o bem-estar da população. Ele mede se as necessidades básicas dos cidadãos estão sendo atendidas, se eles possuem ferramentas para melhorar suas vidas e se desfrutam de oportunidades para prosperar. O índice utiliza dados públicos recentes e foca nos resultados práticos para as pessoas, não apenas nos recursos investidos.
No ranking nacional, a situação de Brejo Grande é igualmente preocupante. O município ocupa a 5.417ª posição entre os 5.570 municípios avaliados no Brasil. Um dos dados mais alarmantes é o desempenho no componente “Liberdades Individuais e de Escolha”, no qual a cidade figura entre as 100 piores de todo o país.
O resultado negativo do índice recai sobre uma cidade com um cenário político de longa data, dominado pelo mesmo grupo. A cidade é atualmente administrada pelo prefeito Luis Carlos, cujo irmão, Carlinhos Ferreira, é o principal líder do agrupamento e já governou o município por três mandatos.
Com um longo histórico de poder e influência em Brejo Grande, o grupo político atual está no comando do município de forma ininterrupta desde 2017, quando o então prefeito Clysmer foi eleito. O baixo desempenho crônico apontado pelo IPS lança um desafio direto à capacidade do grupo em traduzir sua força eleitoral em progresso social efetivo e qualidade de vida para a população que governa.

