Nos bastidores da política sergipana, a tentativa de envolver o nome do ex-deputado federal André Moura (União) na CPMI do INSS foi recebida com desconfiança e interpretada como uma manobra orquestrada com claros objetivos eleitorais. O movimento, visto como “fogo de fora” com “interesses locais”, teria como alvo principal desgastar a pré-candidatura de André, que hoje lidera todas as pesquisas de intenção de voto para o Senado em 2026.​

A operação foi conduzida pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG), que, durante a comissão, tentou associar André Moura a um dos depoentes, chegando a afirmar que o sergipano era o “dono do INSS” durante o governo Temer.​

Para analistas, a articulação é vista como uma tentativa do Partido dos Trabalhadores em Sergipe, liderado pelo senador Rogério Carvalho (PT), de usar a máquina do partido em nível nacional para criar um fato negativo contra o seu principal adversário na disputa majoritária local.​

Em nota oficial, a defesa de André Moura rechaçou veementemente a tentativa de associá-lo aos fatos investigados, classificando a citação como uma “clara tentativa de envolver o ex-deputado nos desmandos do INSS para fins meramente político-eleitorais, visando atingir sua imagem”.​

A equipe de Moura esclareceu que ele não é citado nem investigado pela Polícia Federal no âmbito da operação. Como prova de seu compromisso com a apuração, a nota destaca que a própria filha de André, a deputada federal Yandra Moura (União), não apenas assinou o requerimento para a criação da CPMI, como também cobrou rigor nas investigações.

Sobre a suposta indicação de um servidor em 2017, a defesa explicou que o procedimento foi um ato padrão da prática política. Na condição de líder do PSC na época, coube a André Moura apenas “encaminhar a documentação, o currículo e as informações do nome indicado pelo partido” ao órgão competente. A análise final, avaliação e eventual nomeação cabiam exclusivamente ao governo.​

A nota é taxativa ao afirmar que quem formaliza o encaminhamento “não possui atribuição legal para fiscalizar os atos do indicado”.

​O ponto mais contundente da defesa é o fato de que André Moura sequer conhece o servidor em questão. Segundo a nota, “o ex-deputado não conhece o servidor em questão, nem manteve qualquer trato direto com ele”, fato que teria sido confirmado pelo próprio depoente durante a oitiva na CPMI.

Enquanto o PT tenta nacionalizar um desgaste, a defesa de Moura lamenta que uma investigação “tão importante – destinada a proteger os direitos dos aposentados e pensionistas – possa ser utilizada para politização”.

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