O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22), em sua residência, em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília. A ação cumpre um mandado de prisão preventiva autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Viaturas descaracterizadas chegaram ao local por volta das 06h. O ex-mandatário foi detido e o comboio chegou à sede da Superintendência da PF às 06h35.

​Segundo apuração, a prisão não se trata do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses a qual Bolsonaro foi condenado em setembro por tentativa de golpe de Estado — condenação esta que ainda cabe recurso. A medida cautelar deste sábado foi motivada pela necessidade de garantia da ordem pública.​

A Polícia Federal avaliou que a convocação de uma vigília em apoio ao ex-presidente, feita na última sexta-feira (21) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), representava risco concreto para os participantes e para os agentes policiais, justificando a custódia preventiva.

Bolsonaro ocupará uma “Sala de Estado” na Superintendência da Polícia Federal. O espaço é reservado para autoridades, como ex-presidentes da República, separado dos demais detentos. O procedimento é similar ao adotado nas prisões dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba, e Michel Temer, em São Paulo.

​A prisão ocorre menos de 24 horas após a defesa de Bolsonaro protocolar um pedido urgente ao ministro Alexandre de Moraes. Na sexta-feira, os advogados solicitaram a substituição do regime fechado por prisão domiciliar humanitária, caso a execução da pena fosse iniciada.​

No documento, a defesa alega que o ex-presidente possui um “quadro clínico grave” e “múltiplas comorbidades”, argumentando que sua ida para o sistema prisional representaria “risco concreto à vida”. A defesa informou que irá recorrer da condenação principal, mas buscava garantir a permanência dele em casa durante a fase de recursos.

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