A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou nesta quarta-feira (8) a retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Sergipe. A unidade, que estava com suas atividades suspensas desde 2023, receberá um investimento de R$ 38 milhões e tem previsão de reiniciar a produção de ureia e Arla 32 já no início de 2026.
A Fafen de Sergipe tem uma capacidade de produção de 1.800 toneladas de ureia por dia. O anúncio também incluiu a reativação da unidade da Bahia, que receberá um investimento de igual valor. Juntas, as duas fábricas consumirão 2,5 milhões de metros cúbicos de gás natural da Petrobras por dia.
Segundo Magda Chambriard, a decisão faz parte de uma estratégia nacional para fortalecer a posição da Petrobras no mercado de fertilizantes. Com a reativação das duas Fafens e da unidade Ansa, no Paraná, a meta da companhia é suprir 20% de toda a demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados já no próximo ano.
“Estamos voltando, aproveitando as facilidades instaladas e retornando à operação dessas unidades em prol de uma sinergia, com o uso do gás natural, que vem sendo cada vez mais produzido pela Petrobras”, destacou a presidente.
A viabilidade do projeto, segundo Chambriard, está diretamente ligada à redução do preço do gás natural no mercado. Ela explicou que o custo, que há poucos anos era de US$ 16 por milhão de BTU, hoje se encontra entre US$ 6 e US$ 7. “As Fafens não seriam viáveis se o preço do gás não estivesse competitivo”, afirmou.
A Petrobras também informou que as unidades da Bahia e de Sergipe possuem um contrato de R$ 1 bilhão para operação e manutenção por cinco anos com a empresa Engeman.

