O São João de Sergipe em 2025 reafirmou o protagonismo do estado no calendário de eventos nacionais, consolidando-o como um dos maiores destinos juninos do país. Um levantamento realizado pelo Observatório de Sergipe, vinculado ao Governo do Estado, revelou que mais de 2,5 milhões de pessoas participaram dos eventos por todo o estado, movimentando quase R$ 400 milhões na economia.
Os números mostram o impacto direto da estratégia de transformar junho, antes considerado baixa temporada, em um dos períodos de maior movimentação turística. Apenas nos 60 dias de festejos na Orla da Atalaia, o Arraiá do Povo e a Vila do Forró receberam 1,3 milhão de pessoas, das quais 219 mil eram turistas.
O sucesso do evento foi medido em diversos indicadores do setor turístico. A taxa média de ocupação hoteleira atingiu 77%. O movimento de passageiros no Aeroporto Internacional de Aracaju – Santa Maria cresceu 14,7% em comparação com 2024, e expressivos 69,6% em relação a 2022.
Outro dado que confirma a consolidação de Sergipe como “destino fim” é o tempo de permanência dos visitantes: a pesquisa apontou que 86% dos turistas ficaram mais de quatro dias no estado. Os principais mercados emissores foram Bahia (33%), São Paulo (27%) e Rio de Janeiro (11%).
Apenas os eventos na Orla da Atalaia injetaram R$ 250 milhões na economia, impulsionando hospedagem, alimentação e transporte. No total do mês, a movimentação econômica geral do estado, refletida na arrecadação de ICMS líquido, foi de R$ 480 milhões.
O balanço positivo foi celebrado por todo o trade turístico, que creditou os números à parceria entre o poder público e a iniciativa privada. Para o secretário de Estado do Turismo, Marcos Franco, o resultado mostra que Sergipe se consolidou como “o verdadeiro país do forró”.
Antônio Carlos Franco Sobrinho, presidente da ABIH-SE (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), afirmou que a alta taxa de ocupação “é reflexo dos investimentos feitos pelo Governo” na promoção do destino. Da mesma forma, Bruno Dórea, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), destacou que o setor “está começando a colher os frutos desse esforço contínuo”.
A ampliação da malha aérea também foi apontada como um fator decisivo. Thiago Moura, presidente da Abav-SE (Associação Brasileira de Agências de Viagens), ressaltou que a maior oferta de voos “permitiu atender uma demanda maior de visitantes” e facilitou a comercialização dos pacotes.

