A manobra do deputado federal Rodrigo Valadares para retirar o comando do PL das mãos do grupo Amorim resultou, na prática, na implosão da força política da legenda em Sergipe. Ao “tomar” o partido, Rodrigo provocou uma debandada histórica de lideranças com densidade eleitoral, incluindo a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e do prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho.

​O resultado é um PL esvaziado e sem competitividade para as chapas proporcionais de 2026. Nos bastidores, a leitura é que não houve “grande sacada” política, mas sim um movimento de isolamento em prol de um projeto estritamente familiar.

Com a sigla “livre”, Rodrigo passa a ter controle total do Fundo Partidário e do tempo de TV. O objetivo claro é canalizar essa estrutura para tentar viabilizar a eleição de sua esposa, a vereadora Moana Valadares, para a Assembleia Legislativa, já que o partido perdeu a capacidade de montar uma chapa forte.

​A fragilidade do PL sob seu comando é tamanha que o próprio Rodrigo não deve disputar a reeleição pela legenda que preside. Ciente de que o partido dificilmente atingirá o quociente eleitoral para fazer um deputado federal, ele deve buscar “abrigo” na chapa do União Brasil. A federação União/PP oferece a segurança eleitoral que o PL, agora desidratado, não tem mais.

Enquanto isso, sua pré-candidatura ao Senado é vista com ceticismo. Mesmo se apresentando como o nome de Bolsonaro, Rodrigo amarga desempenho inexpressivo nas pesquisas, reforçando a tese de que seu foco real é a sobrevivência do mandato na Câmara e a expansão do clã familiar, mesmo que isso custe a relevância do PL no estado.

Share.

Leave A Reply