Pela quarta vez na série histórica iniciada em 1997 e pelo terceiro ano consecutivo, Sergipe encerrou o ano com saldo positivo na balança comercial. Em 2025, o superávit foi de US$ 38,8 milhões, resultado de um volume de exportações que somou US$ 421,5 milhões contra US$ 382,8 milhões em importações. Os dados são do Radar do Comércio Exterior, elaborado pelo Observatório de Sergipe (Seplan).
O desempenho positivo foi garantido, majoritariamente, pela venda de óleos brutos de petróleo (responsáveis por 60,24% das exportações) e suco de laranja. Os Estados Unidos se consolidaram como o principal parceiro comercial do estado, sendo o maior comprador do petróleo sergipano e o maior fornecedor de gás natural liquefeito, item que liderou as importações locais (42,1%). A Holanda figurou como principal destino dos sucos de laranja e abacaxi.
Apesar da participação de 0,1% no comércio nacional, o superintendente do Observatório, Danilo Macedo, destacou a resiliência da economia local frente a guerras tarifárias globais. Ele apontou ainda o potencial de crescimento futuro com a ativação do Terminal Marítimo Inácio Barbosa, que pode impulsionar o escoamento da produção de milho. No ranking interno, os municípios de Japaratuba, Estância e Barra dos Coqueiros lideraram as exportações.

