O projeto ‘Sergipe Águas Profundas’ (Seap), fundamental para o futuro econômico do estado, recebeu um sinal verde decisivo nesta semana. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou o plano de desenvolvimento dos campos e autorizou a prorrogação dos contratos de concessão, estendendo a operação das áreas por quase uma década além do previsto inicialmente.
A decisão, tomada pela diretoria colegiada da Agência na última segunda-feira (26), altera os prazos de encerramento das concessões, que antes expirariam em 2048. Agora, o contrato do primeiro módulo (Seap 1) vigorará até o fim de 2055, enquanto o do Seap 2 foi estendido até dezembro de 2057.
O objetivo da extensão é assegurar um horizonte produtivo de aproximadamente 25 anos, tornando o tempo de contrato compatível com a vida útil das plataformas e gasodutos que serão instalados.
A medida traz impactos financeiros robustos. A ANP estima um ganho adicional de US$ 1,4 bilhão em participações governamentais e tributos, além de um incremento de 14,5% na recuperação de óleo e gás.
O projeto contará com duas plataformas (do tipo FPSO), que serão construídas e operadas pela SBM Offshore. Cada unidade terá capacidade para produzir até 120 mil barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A Petrobras manteve a previsão de início das operações para 2030.
Durante a análise, a ANP determinou a unificação de campos para otimizar a exploração: Agulhinha e Cavala formarão uma única área, assim como Palombeta e Budião Sudeste. A Petrobras tem 60 dias para reenviar os planos ajustados à nova delimitação.
Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedetec), Valmor Barbosa, a aprovação é um marco de segurança jurídica. “As decisões adotadas pela ANP mostram que o Seap segue como uma iniciativa de grande relevância para o setor energético. Os esforços se mantêm para garantir sua durabilidade e condições de desenvolvimento”, afirmou.

