Um vídeo gravado pelo prefeito licenciado de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, com críticas à nova concessionária de saneamento de Sergipe, acabou sofrendo uma reviravolta inesperada. Após a repercussão da gravação, na qual Valmir comparava os valores cobrados pela antiga Deso com as faturas da Iguá Sergipe em um imóvel no município de Carira, a empresa emitiu uma nota técnica desmentindo a narrativa do político.

​O que o vídeo apresentava como um “aumento abusivo” das tarifas era, na verdade, um caso de fraude. Segundo a Iguá, a unidade consumidora exposta pelo político apresentava um hidrômetro danificado intencionalmente para mascarar o real consumo de água.

Durante a vistoria técnica no local, as equipes da concessionária constataram uma perfuração na cúpula do medidor. A manobra impedia a leitura correta e provocava um sério prejuízo ao sistema de abastecimento. A empresa destacou que a prática configura crime de furto de água, tipificado no Artigo 155 do Código Penal Brasileiro.

​A Iguá também revelou detalhes sobre o perfil da propriedade que justificam o valor real da fatura quando a fraude foi descoberta:​ O local possui alto consumo hídrico diário; A água da rede pública era utilizada para abastecer grandes reservatórios; ​O volume também era destinado à irrigação e à criação de animais.

Diante das evidências irrefutáveis, a Iguá aplicou um Termo de Ocorrência de Irregularidade (TOI) no imóvel. O caso foi encerrado do ponto de vista administrativo quando o próprio responsável pela propriedade compareceu a uma loja de atendimento da concessionária e reconheceu formalmente que o equipamento havia sido fraudado.

​A situação acende um alerta sobre a politização de casos isolados de fiscalização que, no fim das contas, tratam-se de infrações cometidas contra o sistema de abastecimento público.

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