A pauta dos lixões em Sergipe, com o fechamento do “Lixão da Terra Dura” em Itabaiana, é um importante tópico que merece atenção. O fechamento desse lixão em maio de 2018, em conformidade com a lei 12.305/2010 da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, é um passo significativo na direção de uma gestão mais responsável dos resíduos sólidos e da recuperação de áreas degradadas. Após cinco anos do seu fechamento, algumas medidas foram tomadas para minimizar os impactos ambientais na região:

1. Estrutura de controle e encerramento das atividades: Isso é fundamental para garantir que o local não seja usado novamente como um lixão e que as atividades relacionadas aos resíduos sejam interrompidas.

2. Cercamento da área: O cercamento com postes e uma barreira vegetal (cerca viva) ajuda a isolar o local e a evitar o acesso não autorizado, o que pode impedir a proliferação de resíduos e vetores.

3. Sistema de cobertura dos resíduos: A cobertura dos resíduos é importante para evitar a proliferação de vetores, a infiltração de chuvas e a saída descontrolada de biogás, que pode ser prejudicial ao meio ambiente.

4. Drenagem das águas superficiais: A drenagem é essencial para evitar a contaminação de áreas vizinhas e minimizar os impactos das águas pluviais sobre a área degradada.

Além disso, a prefeitura de Itabaiana está envolvida no Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos, elaborado em conjunto com outros municípios da região. Isso demonstra uma abordagem coordenada e integrada para lidar com questões relacionadas a resíduos sólidos.

A área do antigo lixão está agora passando por análises para a elaboração do Plano de Recuperação da Área Degradada (PRAD). Essa é uma etapa crucial, realizada em parceria com uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe. O PRAD terá como objetivo propor soluções economicamente viáveis para recuperar a área, considerando os danos acumulados ao longo de 60 anos de uso do local.

O estudo envolve avaliações técnicas e científicas para entender a extensão dos impactos ambientais e, com base nesse diagnóstico, recomendar ações específicas para a recuperação da área. Isso inclui avaliar a contaminação do solo, da água superficial e do lençol freático, bem como considerar a situação socioeconômica das famílias que dependiam da reciclagem de resíduos no local.

Ao final da elaboração do PRAD, a prefeitura de Itabaiana deverá implementar as medidas recomendadas. Isso não apenas ajudará na recuperação da área degradada, mas também contribuirá para a redução das emissões de gases prejudiciais ao meio ambiente e o combate às mudanças climáticas.

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