A chegada de 32 brasileiros e seus parentes, provenientes de Gaza, nesta segunda-feira, 13, transformou-se em um palco para acusações graves feitas por Luiz Inácio Lula da Silva contra Israel. Em um momento marcado pelo crescimento do antissemitismo global, as declarações do ex-presidente geraram controvérsias.

Lula afirmou: “Eu nunca vi uma violência tão bruta, tão desumana contra inocentes. Se o Hamas cometeu um ato de terrorismo, o Estado de Israel também está cometendo um ato de terrorismo.” Essas palavras acentuaram a posição do ex-presidente em oposição ao país alvo dos ataques de 7 de outubro. Por outro lado, o chanceler Mauro Vieira adotou um tom mais diplomático e protocolar.

Confira o vídeo:

Os brasileiros, acompanhados por sete palestinos naturalizados brasileiros e três parentes palestinos próximos, desembarcaram na Base Aérea de Brasília. O presidente, ao receber os compatriotas, continuou um discurso iniciado durante a cerimônia de sanção da nova Lei de Cotas. Lula equiparou as ações de Israel às do Hamas, alegando que ambos estão cometendo atos de terrorismo, e insinuou falta de “boa vontade” por parte de Israel para liberar os brasileiros de Gaza.

Contudo, é importante notar que as acusações de Lula são contestadas. O Hamas tem sido criticado por se esconder e disparar contra Israel a partir de áreas civis, incluindo hospitais e escolas, utilizando a população palestina como escudo humano. As Forças de Defesa de Israel têm buscado evacuar essas áreas antes dos bombardeios, e até o momento, nenhum hospital foi alvo dessas ações. Além disso, não há evidências de que Israel tenha dificultado a saída dos brasileiros e seus familiares de Gaza.

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