Durante a Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), realizada na quarta-feira (7), a líder da oposição, deputada Línda Brasil (PSOL), manifestou apoio aos professores que realizaram uma manifestação na Praça Fausto Cardoso. O ato teve como objetivo pressionar o Governo do Estado a reabrir as negociações com a categoria, que reivindica melhores condições de trabalho e adequações salariais.
Línda Brasil criticou a postura do Governo de Sergipe, que, segundo ela, além de não atender às demandas dos professores, acionou a Procuradoria Geral do Estado para impedir a paralisação prevista para os dias seguintes. A deputada expressou seu descontentamento com a tentativa de judicialização da mobilização e reforçou seu compromisso com a causa dos educadores, mencionando que esteve presente na manifestação para dialogar diretamente com os participantes.
Além disso, a deputada solicitou ao líder do Governo na Alese, deputado Cristiano Cavalcante (União Brasil), que entregasse ao governador uma minuta preparada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (SINTESE). O documento contém uma série de reivindicações, entre elas a adequação da tabela de vencimento do magistério público estadual e o descongelamento da gratificação por atividade de tempo integral.
Em resposta, o líder do Governo, deputado Cristiano Cavalcante, defendeu a atuação do Executivo estadual, afirmando que o Governo mantém um diálogo aberto e contínuo com a categoria desde 2023. Ele destacou que foram realizadas várias reuniões ao longo de 2024 para discutir as pautas dos professores e que um acordo foi firmado e está sendo implementado conforme o planejado. Cavalcante ressaltou ainda que o processo de retomada da carreira do magistério, congelada há 16 anos, começou em janeiro de 2024 e deve ser concluído em janeiro de 2025. Segundo o deputado, esse processo representa um investimento significativo nos cofres públicos, com um custo total de R$ 240,3 milhões até 2025.
A situação reflete um impasse entre o governo estadual e os professores, com reivindicações da categoria enfrentando resistência por parte do Executivo, que argumenta estar cumprindo suas obrigações e mantendo o diálogo. O desfecho das negociações continua indefinido, com ambos os lados defendendo suas posições.

