A ausência do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), no evento de lançamento do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro na última sexta-feira, 11, tem gerado discussões e questionamentos no cenário político. Enquanto todos os governadores do Nordeste, uma região onde o presidente Lula (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, marcaram presença no evento, a decisão de Fábio Mitidieri de não comparecer pessoalmente chamou a atenção.

O governador optou por enviar seu vice-governador, Zezinho Sobral (PDT), como seu representante no evento. Essa decisão não foi bem recebida nos círculos políticos, especialmente considerando que Sergipe será um dos estados nordestinos que mais receberá investimentos por meio do novo PAC, ocupando a quarta posição entre todos os estados da federação em termos de aporte financeiro.

Mitidieri não foi o único governador ausente no evento. Outros chefes de estado que também não estiveram presentes são predominantemente aqueles que foram eleitos com votos de apoio a Bolsonaro ou que ainda fazem parte da oposição ao governo federal. Esse cenário inclui nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo; Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina; Ratinho Jr. (PSD), governador do Paraná; Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais; Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul; Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal; Gladson Cameli (PP), governador do Acre.

O presidente Lula, por sua vez, fez questão de enfatizar que o evento não tinha conotações políticas, mas estava centrado no bem-estar da sociedade brasileira como um todo. Essa abordagem poderia explicar a ausência de Mitidieri no evento, uma vez que o governo federal procurou evitar a politização do evento para evitar atritos em Sergipe, onde o PT se posiciona como a principal força de oposição.

Entretanto, as tentativas de reaproximação entre o grupo governista de Sergipe, liderado por Mitidieri, e o PT, representado pelo ministro Márcio Macedo, estão se tornando cada vez mais visíveis. 

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