O governador Fábio Mitidieri não poupou esforços ao subir no palanque e empenhar o seu capital político para apoiar Sérgio Reis durante as eleições na cidade de Lagarto em 2024. O que o chefe do Executivo estadual não imaginava é que o seu aliado lhe retribuiria com um verdadeiro presente de grego meses depois. A “gratidão” veio em forma de uma articulação controversa que implodiu a base governista e culminou no rompimento traumático e definitivo com o ex-governador Belivaldo Chagas e sua família.​

A semente de toda essa discórdia foi plantada intencionalmente quando Sérgio decidiu lançar publicamente o nome de Priscila Felizola para ocupar a cobiçada vaga de vice na futura chapa de reeleição de Fábio. O grande agravante da situação é que o líder político lagartense sabia perfeitamente que já existia um acordo amarrado nos bastidores para que Jeferson Andrade fosse o dono da vaga. Ao jogar o nome da filha de Belivaldo aos ventos de forma precipitada, ele fez muito mais do que dar uma simples opinião. Ele gerou uma pressão pública insustentável.​

O silêncio do governador diante do episódio e a sua posterior confirmação do nome de Jeferson Andrade acabaram selando o destino do agrupamento. Expostos por uma promessa vazia e sentindo-se escanteados pela condução do caso, Belivaldo e Priscila arrumaram as malas e desembarcaram com força na oposição. O resultado prático desse presente envenenado deixado por Sérgio Reis é um cenário político que fortalece o outro lado da trincheira, já que agora Priscila Felizola caminha firmemente como pré-candidata a vice na chapa de Valmir de Francisquinho, o principal adversário de Mitidieri.

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