O ex-prefeito de Capela, Manoel Messias Sukita, vive uma longa e dura fase de decadência na política sergipana. Desde que deixou o comando do município em 2012, ele acumula um amargo jejum de quatorze anos e um total de sete derrotas eleitorais. A maré de reveses inclui o fracasso em eleger a sua sucessora, a barragem do seu registro em 2014, derrotas pessoais em Japaratuba e para a Câmara Federal, além dos seguidos tropeços de sua irmã Clara e de sua filha Isadora, que perdeu a disputa pela prefeitura capelense em 2024 mesmo contando com a oposição unida.​

Diante do histórico negativo, o político decidiu não apresentar candidatos para 2026, mas as suas tradicionais peripécias de bastidores continuam a todo vapor. Autointitulado coordenador da reeleição do senador Rogério Carvalho, Sukita tem protagonizado um verdadeiro leilão de apoios. Para deputado estadual, ele fechou compromisso com Zezinho Sobral e colheu os louros da aliança, mas já sentou à mesa com Zominho, Fernandinho Franco e Hilda Ribeiro. Para a Câmara Federal o roteiro se repete. Apesar do entendimento com Ícaro de Valmir, o ex-prefeito segue sondando Gustinho Ribeiro, Fábio Reis e João Daniel. A busca por espaço inclui ainda recados ao ex-deputado André Moura e tentativas de aproximação com o governador Fábio Mitidieri.​

Toda essa instabilidade e a busca frenética por novas alianças acabaram implodindo o seu próprio alicerce. Cansados das manobras do ex-prefeito, os seus irmãos e o seu sobrinho, o vereador Gabriel Sukita, decidiram pular do barco e já bateram o martelo para caminhar com os pré-candidatos Zominho e Ícaro de Valmir. O cenário de abandono político e familiar remete ao clássico poema de Carlos Drummond de Andrade, mas com um personagem local. E agora, Mané? A festa acabou, a luz apagou e o povo sumiu.

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